Dakar 2019 6ª etapa: Mário Patrão forçado a abandonar

O azar voltou a cair sobre os pilotos portugueses no Dakar. Depois de Paulo Gonçalves, Mário Patrão foi também forçado a abandonar a competição.

António Maio

António Maio

O piloto da KTM Factory Racing caiu no início da 6.ª etapa, disputada no domingo entre Arequipa e San Juan de Marcona, e foi levado de helicóptero para o hospital em Lima. Mário Patrão estava consciente e passará por mais testes para averiguar a extensão de seus ferimentos.

Numa etapa que voltou a ser ganha por Pablo Quintanilla (Husqvarna), Portugal voltou a estar em destaque com a prestação de dois rookies, António Maio e Sebastian Bühler.

Depois de um merecido dia de descanso, António Maio entrou de forma excelente na segunda metade do Dakar 2019 e nos 317 quilómetros cronometrados da mais longa etapa deste Dakar (839 km) foi o 17.º mais rápido. O tetracampeão nacional foi o 3.º piloto da Yamaha numa etapa onde apenas quatro pilotos privados ficaram à sua frente e, cereja no topo do bolo, venceu entre os Rookies.

O piloto da Yamaha Fino Motor Racing ocupa agora o 24.º lugar da classificação geral, o que representa uma subida de seis posições e também entre os Rookie ascendeu à 2.ª posição, logo atrás do piloto do Botsuana Ross Branch, creditado com três títulos de Campeão Sul Africano de Cross Country.

Sebastian Bühler

Sebastian Bühler

Por sua vez, o jovem Sebastian Bühler, com 24 anos de idade, também continua a evoluir nesta que é a sua primeira participação numa grande maratona de todo-o-terreno, alcançando o 21.º lugar e galgando 5 posições na classificação geral, onde ocupa agora a 28.ª posição.

Também entre os Rookies Sebastian Bühler que é o segundo piloto mais jovem de entre os que estão no Top 30 melhorou a sua classificação. Foi 3º na etapa e subiu duas posições na classificação geral onde ocupa agora o 4º lugar

Fausto Mota

Fausto Mota

Fausto Mota também se mostrou em boa forma nesta 6.ª etapa do Dakar, terminando no 29.ª lugar. O piloto do Tesla Tesla-Tamega Rally, subiu assim 12 posições face ao dia anterior sendo este o seu melhor resultado em etapas na edição deste ano do Rali Dakar. Fausto Mota, terminou ainda o dia na 4ª posição da classe Maratona entre um total de 23 pilotos.

O piloto do Marco de Canaveses que partiu para a jornada do dia do 41º lugar, posição em que tinha terminado a etapa anterior, conseguiu imprimir um ritmo forte, mas consistente num “jogo” exigente entre velocidade e navegação que lhe permitiram ascender ao 43º lugar da classificação geral entre as motas, uma subida de seis posições.

“A etapa correu muito bem. Depois da primeira semana de Rali Dakar que conduziu a caravana até Arequipa, estamos agora a fazer o sentido inverso até regressar a Lima. O Dakar tem sido duro, são muitas horas em cima da mota. Na etapa do dia tinha zonas com marcas deixadas durante o trajeto de ida. Sinto-me bem fisicamente e quero continuar a dar o meu melhor para poder continuar a subir posições”, afirmou Fausto Mota.

Joaquim Rodrigues

Joaquim Rodrigues

Por sua vez, Joaquim Rodrigues foi protagonista de um verdadeiro ato de companheirismo nesta etapa. Depois de ter rodado praticamente a totalidade dos 336 quilómetros cronometrados em luta pelo Top 10, o piloto português acabou por perder tempo significativo nos últimos quilómetros da especial para prestar auxílio ao espanhol Oriol Mena, que se encontrava sem gasolina. Joaquim Rodrigues viu-se forçado a desmontar a sua Hero para poder ceder combustível ao colega de equipa, tendo este seguido de imediato e deixado o piloto de Barcelos a recompor a sua máquina para também ele seguir.

Com o tempo perdido no ato de companheirismo, o piloto português viu-se uma vez mais afastado da conquista de um lugar digno do seu real valor, tendo terminado com o 30.º melhor tempo a 1h30m do vencedor, somados 41m de penalização. Depois de ter rodado praticamente a totalidade dos 336 quilómetros cronometrados entre Arequipa e San Juan de Marcona em luta pelo Top 10, o piloto português acabou por perder tempo significativo nos últimos quilómetros da especial para prestar auxílio ao espanhol Oriol Mena, que se encontrava sem gasolina. Joaquim Rodrigues viu-se forçado a desmontar a sua Hero para poder ceder combustível ao colega de equipa, tendo este seguido de imediato e deixado o piloto de Barcelos a recompor a sua máquina para também ele seguir.

Com o tempo perdido, o piloto português viu-se uma vez mais afastado da conquista de um lugar digno do seu real valor, tendo terminado com o 30.º melhor tempo a 1h30m do vencedor Pablo Quintanilla (Husqvarna), somados 41m de penalização. Na classificação geral, Joaquim Rodrigues ocupa agora o 26.º lugar.

"Estamos de volta à ação! Hoje procurei desde cedo ter um dia bom. Estava a ser conseguido, estava na luta pelo Top 10. Acabei por perder algum tempo a ajudar o meu colega de equipa Oriol Mena que estava sem gasolina, praticamente desmontei a minha moto para lhe passar combustível. Ele seguiu, e eu acabei por ter de recompor a minha moto sozinho, cheguei ao fim com o meu resultado do dia comprometido mas satisfeito por ter tomado uma atitude de companheirismo e fazer valer o espírito do Dakar", comentou Joaquim Rodrigues.

David Megre conseguiu recuperar 19 posições face à etapa anterior e terminou no 32.º lugar, ocupando agora o 35.º posto da classificação geral. Já o amador Miguel Caetano continua a lutar pelo seu sonho de competir no Dakar e mantém-se firme no 85.º posto.

A sétima etapa do Rali Dakar 2019 disputa-se em forma de “boucle” com partida e chegada a San Juan de Marcona e com um total de 323 quilómetros cronometrados.

andardemoto.pt @ 15-1-2019 10:52:00

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