MotoGP 2021 GP Itália – Miguel Oliveira termina em 2º em Mugello!

O piloto português foi mesmo segundo classificado no Grande Prémio de Itália depois de muita polémica com uma possível penalização na última volta. Miguel Oliveira obtém o melhor resultado do ano em Mugello e está em claro bom momento de forma. A corrida foi vencida por Fabio Quartararo que dedicou a vitória ao falecido Jason Dupasquier.

Começou com um momento caricato, e quase terminou em polémica o Grande Prémio de Itália. Sob a sombra do falecimento do piloto de Moto3, Jason Dupasquier, realizou-se no circuito de Mugello a sexta ronda do ano para a categoria rainha MotoGP.

O primeiro momento da corrida foi bastante caricato. No fim da volta de formação da grelha de partida o piloto Enea Bastianini (Avintia Ducati) acabou por embater na traseira de Johann Zarco (Pramac Ducati). Nas imagens da transmissão televisiva não se percebeu ao certo o que aconteceu entre os dois pilotos Ducati, mas o resultado do embate foi Bastianini fora de prova ainda antes do começo da corrida e a Desmosedici GP21 de Zarco danificada na zona traseira.

Ainda com os comissários de pista de Mugello a tentarem remover a moto de Bastianini da pista, o começo da corrida de MotoGP do Grande Prémio de Itália arrancou com Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) a surpreender o “pole man” Fabio Quartararo (Monster Enery Yamaha) na travagem para a curva 1.


Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory), que já tinha mostrado nos treinos estar confortável para este fim de semana, conseguiu mais um excelente arranque, e saltou de sétimo na grelha de partida para a terceira posição levando Johann Zarco atrás de si.

Na dianteira da corrida Bagnaia ia tentando aguentar Quartararo atrás de si, mas o jovem francês da Yamaha mostrou-se sempre muito rápido no “miolo” do circuito transalpino. A pressão de Quartararo surtiu efeito logo na segunda volta, momento em que Bagnaia perde o controlo da frente da sua Ducati e dá por encerrada a sua corrida, deixando então Quartararo sozinho na liderança da corrida de MotoGP.

Mais atrás, Miguel Oliveira não teve inicialmente resposta para o ataque de Johann Zarco, que assim subiu a segundo por troca com o piloto português. O francês da Pramac, usando a velocidade da sua moto, atacou a liderança do compatriota da Yamaha e não esperou muito até passar a primeiro.


Quartararo foi tentando responder com a maior agilidade da sua Yamaha M1 no interior do circuito, mas invariavelmente a velocidade da Ducati na longa reta de Mugello permitia a Zarco recuperar a liderança. No entanto Quartararo conseguiu mesmo aguentar a primeira posição a pouco mais de 16 voltas do fim na travagem para a primeira curva de Mugello, e a partir daí Fabio Quartararo fugiu dos seus perseguidores.

Enquanto isso, e com as Suzuki Ecstar de Joan Mir e Alex Rins a passarem sem dificuldade por Jack Miller, assumindo respetivamente a quarta e quinta posições, Miguel Oliveira manteve-se sempre colado na traseira de Zarco. No entanto o piloto português, que optou por pneus de composto duro / médio, a pensar no fim de corrida mais forte, nunca conseguia aproximar-se muito do seu rival pois a turbulência aerodinâmica causada pela Ducati resultava num enorme instabilidade da KTM RC16 do português que assim tinha de deixar alguma distância e via-se impedido de tentar uma ultrapassagem para segundo.

Enquanto isso, e com o líder Quartararo com quase quatro segundos de vantagem e a gerir a sua corrida da melhor forma, Joan Mir e Alex Rins rodavam em formação na tentativa de apanhar Miguel Oliveira em terceiro. A dupla da Suzuki Ecstar desfez-se quando Rins entrou rápido demais na última curva de Mugello, perdeu a frente da sua GSX-RR e acabou, mais uma vez, sem somar qualquer ponto em 2021, juntando-se à lista de abandonos de MotoGP nesta prova e que já contava com nomes como Marc Márquez.

Mir via que tinha Zarco e Miguel próximos, e o português, avisado da aproximação do campeão em título de MotoGP, optou finalmente por atacar Johann Zarco já no setor final do circuito. A ultrapassagem para segundo foi consumada a oito voltas do fim, com a KTM RC16 a revelar-se então muito rápida mesmo na longa reta de Mugello, o que permitiu ao português descansar um pouco e fugir na segunda posição.


Zarco também não teve argumentos para conter Joan Mir, com o espanhol então a atacar novamente Miguel Oliveira. Mas nas voltas finais o piloto luso nunca perdeu o foco, manteve o ritmo e inclusivamente mostrou-se o mais rápido em pista, defendendo de forma magistral a sua segunda posição, lugar em que cruzou a linha de meta na frente de Joan Mir, enquanto Fabio Quartararo já dedicava a sua vitória ao jovem luso-suíço Jason Dupasquier.

A escolha do pneu dianteiro duro para a KTM RC16, enquanto Mir optou pelo dianteiro médio, terá sido um dos fatores mais relevantes para permitir ao português segurar o segundo lugar.

Porém, e porque não podia faltar polémica neste Grande Prémio de Itália, Miguel Oliveira foi inicialmente despromovido a terceiro por ter excedido os limites de pista na última volta. Uma decisão polémica, muito polémica, pois mesmo na visualização das imagens desse momento foi possível verificar que Miguel Oliveira não conseguiu retirar vantagem.

Depois de alguns momentos de confusão e explicações no parque fechado, a verdade foi reposta quando chegou a informação de que Joan Mir também teria pisado a zona verde no fim do corretor, e que então Miguel Oliveira era mesmo o segundo classificado e Joan Mir terceiro.

Uma polémica escusada, que apenas lançou a confusão no fim de um Grande Prémio de Itália que terminou com os pilotos a relembrarem Jason Dupasquier e a honrarem a sua memória.

Fonte: Andar de Moto

andardemoto.pt @ 30-5-2021 13:50:23


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